Imunizar
significa tornar não suscetível a uma
determinada doença e, dessa forma, preveni-la.
A imunização
pode ser ativa ou passiva. Na imunização
ativa, o indivíduo é estimulado a desenvolver
defesa imunológica contra futuras exposições
à doença. Na imunização
passiva, o indivíduo exposto ou em vias de se
expor recebe anticorpos pré- formados de origem
humana ou animal.
Imunobiológicos
são produtos farmacológicos produzidos
a partir de microrganismos vivos, seus subprodutos ou
componentes capazes de imunizar de forma ativa ou passiva.
Vacinas são
produtos farmacológicos que contêm agentes
imunizantes capazes de induzir imunização
ativa. A resposta protetora pode ser celular ou humoral.
Os agentes imunizantes que compõem as vacinas
podem ser: vírus vivo atenuado, bactéria
viva atenuada, vírus inativado, bactéria
inativada, toxóides ou componentes da estrutura
bacteriana ou viral.
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Pneumonia
O Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, é
uma bactéria que causa várias doenças,
algumas simples,
como otite e sinusite, e outras graves, como pneumonia,
meningite e septicemia. Existem mais de 90 tipos diferentes
de pneumococos. Essa bactéria pode estar presente
na mucosa nasal e na garganta dos indivíduos
saudáveis. Porém, por motivo desconhecido,
pode invadir o organismo, causando infecções
graves.
A transmissão
dessa bactéria se dá por meio de gotículas
de saliva e ocorre mais nos meses de inverno e início
da primavera, geralmente associada a aglomerações.
A população de maior risco para aquisição
de doença pneumocócica grave está
entre indivíduos com menos de dois ou mais de
65 anos. Existem outros grupos de risco para doença
pneumocócica como crianças com anemia
falciforme, pacientes que não têm o baço
e pacientes HIV positivos.
Existem
dois tipos de vacina para pneumococo:
Vacina pneumocócica polissacarídica -
Foi a primeira a ser desenvolvida e protege contra 23
tipos da bactéria. É indicada para todos
os indivíduos acima de 65 anos e para indivíduos
maiores de dois anos de idade que apresentem alguma
doença de base, como doenças cardiovasculares
ou pulmonares, diabetes, cirrose hepática, insuficiência
renal, pacientes com deficiência de imunidade
(HIV positivos, indivíduos em tratamento quimioterápico
ou em uso de imunossupressores).
Não é eficiente para menores de dois anos
e necessita de reforços a cada cinco anos. Tem
raros efeitos adversos, podendo ocorrer dor local, com
edema e inchaço e, mais raramente, febre após
a aplicação.
Vacina pneumocócica conjugada - Há aproximadamente
três anos, foi desenvolvida a vacina conjugada
que protege contra sete sorogrupos do pneumococo e é
eficaz para crianças a partir de dois meses de
idade. Não necessita de doses de reforço
após o término do esquema básico
de vacinação, que varia conforme a idade
de início da mesma, podendo ser de três,
duas ou uma dose.
Essa vacina é indicada para todas as crianças
com menos de dois anos de idade e para crianças
entre dois e cinco anos que apresentem risco elevado
para doença pneumocócica, como anemia
falciforme, HIV positivos, imunocomprometidos ou com
doenças crônicas.
Tuberculose
A
Doença
Causada pelo Mycobacterium tuberculosis, é um
importante problema de saúde pública em
países em desenvolvimento. Estima-se que, no
Brasil, 35 a 45 milhões de pessoas estejam infectadas
pelo M. tuberculosis, com aproximadamente 100.000 novos
casos e 4 a 5 mil mortes por ano.
A
Vacina
Conhecida como BCG, a vacina contra a tuberculose não
impede a infecção pelo bacilo de Koch
nem o desenvolvimento da tuberculose pulmonar, mas confere
por volta de 75% a 85% de proteção contra
formas mais graves da doença, como a meningite
tuberculosa, que afeta o sistema nervoso central.
No Brasil, a BCG faz parte do calendário oficial
de vacinação e deve ser aplicada no primeiro
mês de vida da criança. Alguns pediatras
têm indicado reforço entre os 6 e os 10
anos de idade, mas este reforço não faz
parte do calendário oficial de vacinação.
Vacina
contra a difteria, tétano e coqueluche
A difteria é uma doença causada por um
bacilo que produz uma toxina. Esta destrói os
tecidos da nasofaringe e produz uma membrana que pode
levar à obstrução das vias aéreas.
Podem ocorrer complicações como miocardite
e neurite.
O tétano, ainda hoje, provoca anualmente 1 milhão
de mortes por ano no mundo. O tétano neonatal
ocorre em filhos de mães não vacinadas
que vivem em más condições de higiene.
A coqueluche
é uma doença infecciosa do trato respiratório
causada pela Bordetella pertussis, altamente contagiosa
e caracterizada por tosse intensa, cansaço e
pneumonia.
Vacinas DTPw(de células inteiras) podem provocar
reações como choro persistente,irritabilidade
e febre alta. Mas, é uma vacina segura.
A vacina DTPa (acelular) é mais tolerada,induz
a um menor número de reações adversas.
As vacinas DTPw e DTPa estão disponíveis
combinadas a outras vacinas, o que diminui muito o nº
de injeções necessárias à
imunização das crianças:
dTpa = vacina tríplice acelular do adolescente
e adulto
DTPa + Hib (vacina contra o haemophilus influenzae tipo
B) = (tetra)
DTPa+Hib+VIP(vacina inativada contra a poliomielite)
= (penta)
DTPa + Hib + VIP + Hepatite B = (hexa)
O sarampo
é caracterizado por febre, manchas na pele e
pode complicar com pneumonia, diarréia e meningoencefalite.
Apesar de controlada em países desenvolvidos,
ainda está presente nos países em desenvolvimento.
A rubéola, quando ocorre nas pessoas em geral
,é uma doença viral sem grandes repercussões.
Mas, quando ocorre em mulheres grávidas no primeiro
trimestre,pode levar a malformações congênitas.
A caxumba é uma doença viral presente
em todo o mundo. Nos adultos, a doença é
mais intensa. As complicações da caxumba
podem ser: orquite (inflamação do testículo)
e meningite.
A vacina tríplice viral contém vírus
vivos atenuados contra sarampo, caxumba e rubéola.
Hep
B
Segundo a OMS existem aproximadamente 2 bilhões
de pessoas infectadas pelo vírus da Hepatite
B no mundo. A doença pode levar ao desenvolvimento
de cirrose e carcinoma hepático. Nas pessoas
infectadas, o vírus está presente no sangue
e fluidos corporais (incluindo o leite materno).
Pode ser transmitida de mãe para filho durante
o parto, contato doméstico, via sexual e via
parenteral (sangue e derivados).
Hib
Protege contra infecções graves como epiglotite,
pneumonia, meningite e septicemia, principalmente nos
menores de 5 anos de idade.
Esquema de vacinação: 2-4-6 meses de idade
e reforço entre 15 a 18 meses de idade.
Esta vacina é aplicada combinada com a DTP.
Varicela
O risco de transmissão de varicela ("catapora")
existe em qualquer lugar do mundo, especialmente nas
áreas urbanas com grandes aglomerados populacionais.
É uma infecção altamente transmissível,
e por este motivo, a maioria das pessoas adultas já
teve varicela e, portanto, está imune à
doença.
A vacina contra a varicela foi desenvolvida no Japão
no início dos anos 70, mas apenas em meados da
década de 90 passou a ser mais amplamente utilizada
nos países ocidentais. É produzida a partir
do vírus varicela-zóster atenuado e é
altamente eficaz. Uma única dose da vacina (via
subcutânea) resulta em proteção
em 97 % de crianças até 13 anos. Resultados
semelhantes são obtidos em pessoas maiores de
13 anos com a aplicação de duas doses
da vacina.
A gripe
é uma doença respiratória que acomete
pessoas de todas as idades e tem alta prevalência
em todo o mundo.
No Brasil, a doença ocorre de junho a setembro
e tem um impacto socioeconômico com faltas à
escola e ao trabalho. A vacinação deve
ser feita, portanto, antes da circulação
do vírus em nosso meio.
A vacina de vírus inativado pode ser aplicada
a partir de 6 meses de idade.
Nos EUA há uma vacina viva atenuada intranasal
licenciada para uso entre 5 a 49 anos de idade.
A Hepatite A é uma doença a principio
benigna, mas podem ocorrer complicações
como hepatite fulminante. Está presente em todo
o mundo, mas é menos freqüente em países
desenvolvidos.
Meningococo
Protege contra a meningite e septicemia meningocócica.
A doença ocorre em todo o mundo, tanto em países
desenvolvidos, como em países em desenvolvimento.
E ocorre em todas as faixas etárias.
Existem 13 sorogrupos da bactéria meningococo.
Os sorogrupos A, B e C são considerados os de
maior importância clínica.
No Brasil, está disponível para uso a
vacina conjugada contra o meningococo C. Pode ser aplicada
a partir de 2 meses de idade,com 2 doses no 1º
ano de vida e 1 dose de reforço aos 12- 15 meses
de idade.
Crianças maiores de 1 ano e adultos = dose única
Existe a vacina polissacarídica A+C, mas não
é eficaz abaixo de 2 anos de idade e a duração
da imunidade é curta. Tem indicações
específicas como asplênio e deficiência
do sistema complemento.
Rotavirus
Previne contra a doença diarréica causada
pelo rotavírus.
A diarréia ainda é responsável
por aproximadamente 1 milhão de óbitos
de crianças menores de 5 anos de idade no mundo.
HPV
A
Doença
A infecção pelo HPV é a doença
sexualmente transmissível mais comum atualmente.
Esse grupo de vírus inclui mais de 100 subtipos
diferentes, dos quais mais de 30 são transmissíveis
por via sexual, podendo causar infecções
genitais tanto em mulheres como em homens.
A Imunize
oferece dois tipos de vacinas contra o HPV, a bivalente
e a quadrivalente. A vacina quadrivalente reduz o risco
de infecção causada por quatro subtipos
do HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (6 e 11) estão
relacionados a 90% das verrugas genitais. Os outros
dois (16 e 18) estão implicados como causa de
70% dos cânceres de colo de útero. Esta
vacina é aplicada somente em mulheres de 9 a
26 anos. A vacina bivalente é indicada para a
prevenção de infecção causada
pelos subtipos 16 e 18 e é aplicada somente em
mulheres de 10 a 25 anos.
A
febre amarela
A vacina contra a febre amarela (17DD) é elaborada
com o vírus vivo atenuado, sendo produzida inclusive
no Brasil (Rio de Janeiro). É aplicada por via
subcutânea na região deltóidea (braço).
Em 95% das pessoas o efeito protetor (imunidade) ocorre
uma semana após a aplicação e confere
imunidade por, pelo menos, 10 anos (provavelmente por
toda a vida). Está incluida nos Calendários
de Vacinação e pode ser utilizada a partir
dos 9 meses de idade. A vacina contra afebre amarela
(anti-amarílica) está disponível
na Rede Pública e nas clínicas privadas
credenciadas. Deve ser aplicada, pelo menos, dez dias
antes de qualquer viagem para áreas de risco,
no Brasil ou no exterior.